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D. Olga (Kimi) - Primeira Visita

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As visitas de D. Olga e S. Francisco foram na companhia de Milena, fonoaudióloga do PAD. Ela tem um jeito calmo e delicado que inspira uma boa dose de tranquilidade. Participaram da visita Laís e Niely, também fonoaudiólogas que fazem um curso de aprimoramento profissional.
Célia, uma das filhas cuidadoras de D. Olga, foi quem nos recebeu e sua expressão ao ver Solenta foi de surpresa boa. Dona Olga está acamada em decorrência de um AVC. Como a ocorrência do derrame é recente, seu lado esquerdo ainda está bem paralisado. Seu nome é Kimi, descendente de orientais, mas gosta de ser chamada de Olga. Fica em uma cama hospitalar na sala.
O ENCONTRO
Diferentemente das visitas anteriores, acompanhadas pela enfermeira Terezinha, em que Solenta esperava que ela entrasse para só depois aparecer e ser apresentada, com as fonos Milena, Laís e Niely, Solenta tomou a dianteira e até brincou de apresentá-las, como se fosse ela que conhecesse a casa, a paciente, a cuidadora. Não pareceu a princípio qu…

D. Margarida - Primeira Visita

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Segunda visita do dia. A casa de D. Margarida fica no andar de cima do que parece ser o portão de um estabelecimento comercial que estava fechado. Tocamos a campainha e ninguém respondeu. Então Solenta começou a chamar bem alto (o que é sua especialidade) e Terezinha disse que nessas horas sempre pensa em ter uma buzina como a do Chacrinha. Depois de um tempo, uma voz chamou dizendo que podíamos entrar.
Dona Margarida tem 82 anos e está impossibilitada de andar em decorrência de um derrame. Mora com a filha Leninha (que é sua cuidadora e mãe de Gabriela, que estava na escola) e com o marido, que também tem problemas de saúde e nesse dia estava acamado. Na casa dos fundos mora seu outro filho com a esposa, duas filhas adolescentes e uma netinha ainda bebê.
O ENCONTRO
Quando terminaram de subir a escada foram parar na cozinha/copa e Leninha veio empurrando a cadeira de rodas trazendo D. Margarida. Junto à surpresa de estar diante de uma palhaça havia na expressão das duas algo que pareceu …

D. Nair - Primeira Visita

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Quando chegaram, Solenta sentiu como se estivesse diante de uma casa típica do interior. Portão baixo, com um telhado como os de desenho de casinhas feito por crianças ou por adultos que desenham como criança. Quando Marli, a filha e cuidadora de D. Nair apareceu, Terezinha apresentou Solenta. A expressão dela foi de surpresa boa. O motorista Wilson disse que estava deixando lá uma encomenda (Solenta) para passar uma semana.
D. Nair tem 83 anos e está acamada em decorrência de um derrame. Na sala estavam Alice costurando ou bordando algo e um carrinho de bebê no qual dormia Bia, uma pequena mestiça de 10 meses que é cuidada, com muito amor, por Marli, enquanto a mãe trabalha.
O ENCONTRO
Quando Solenta e Terezinha entraram no quarto, D. Nair estava deitada na cama e parecia estar acordando de um sono profundo. Marli disse: "olha quem veio te visitar!" D. Nair olhou para Solenta e indagou: "Isaura?" Ao perceber que não se tratava de Isaura, sua expressão não foi de es…

Seny - Primeira Visita

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O relato desta visita poderia tomar muitos rumos ao ter como foco diversos aspectos das condições da paciente e seus familiares. Da condição social, extremamente precária, da sua condição de mulher, mãe de treze filhos, de sua condição de saúde com aspectos inexplicáveis do ponto de vista da medicina. Mas Solenta é somente uma palhaça e em geral sabe reconhecer seus limites. Ela não pode melhorar a condição social de Seny, não pode curá-la, o máximo que pode fazer é estar ali e oferecer toda sua dedicação e presença para aquelas crianças e adolescentes ávidos por atenção.
Não consigo chamar Seny de "dona" como faço naturalmente com todas as outras pacientes, ela só tem 41 anos. Fez um cirurgia na língua para a retirada de um cancêr há quatro anos. Há dois anos teve sua última filha e desde então sofre de uma paraplegia que a faz ficar o tempo todo na cama. Na casa estavam sete filhos: Raíssa, Ronilson, Vilson, Juliana, Vilma (grávida de 5 meses), Valdinéia e Valdirene (mãe d…

D. Adelaide - Primeira Visita

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A partir de hoje começaremos mais uma leva de visitas com novos pacientes, e paciente novo é sempre uma porta que se abre para um novo universo. Solenta, ao mesmo tempo que tem o coração cheio de expectativas, também o tem como uma página em branco para que possa receber o que está por vir. Terezinha e Solenta foram levadas pelo motorista Roberto Serafim, "que sabe tudo do começo ao fim", segundo as palavras dele. Abro aqui um parênteses para dizer que hoje Solenta também ficou conhecendo o caminho que leva até a sala onde ficam os motoristas pois planeja um dia ir lá para um visita surpresa e agradecer pela maravilha que é ser conduzida por eles até as casas dos pacientes. Fecho parênteses. Quando chegamos à frente da casa, Solenta de cara avistou uma dessas bonecas chamadas de "namoradeiras" que ficam debruçadas na janela, toda colorida e enfeitada, vestida de vermelho. Eis que abre a porta da casa a filha de Dona Adelaide, Cidoca, que era a própria boneca com v…

Casamento de Solenta e Antonio

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Solenta e Antonio se casaram dia 30 de setembro, com direito a marcha nupcial, traje a rigor, alianças, padre (na verdade madre Bete), bolo com bonequinhos, champagne (guaraná) e convidadas ilustres. Uma cerimônia que durou não mais que dez minutos mas que foi uma delícia.
Essa saborosa brincadeira é a confirmação de que uma semente lançada em solo fértil, rapidamente germina, cresce e floresce.
Solenta sempre se apronta para as visitas no departamento de enfermagem e, para ela, é uma maravilha iniciar seu contato com o mundo por ali. São pessoas encantadoras que a recebem tão bem que é como se ela sempre abrisse a porta para uma paisagem que enche os olhos, o coração e alma de belezas de todo tipo. Num desses dias, Nonô bateu a porta e, quando Solenta abriu, deu de cara com Antônio. Acontece que Solenta não estava totalmente pronta e Antônio a viu "em roupas quase íntimas." Solenta não teve dúvida quanto à solução para o problema: "vai ter que casar." É preciso o…

SEU SATURNINO - TERCEIRA VISITA

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Lá vamos nós para mais uma visita ao sábio Saturnino. Dessa vez, Solenta e Terezinha estavam acompanhadas de Viviana, estudante do último ano de enfermagem que está fazendo estágio no PAD. Quem nos abriu o portão foi um dos netos e, na cozinha, Solenta foi apresentada a dois dos filhos de S. Saturnino: Olímpio e Marcos. Quando subimos para o quarto, Solenta esperou Terezinha entrar para apresentar Viviana e só depois apareceu para mais um encontro tão aguardado por ela. S. Saturnino logo sussurou lindas palavras de satisfação pelo reencontro com Solenta, e ela verbalizou o prazer de revê-lo. Depois Solenta pegou um pequeno gravador e anunciou que dessa vez estava preparada para guardar todas as coisas bonitas e sábias que ele costuma dizer. Benê, a esposa, que dessa vez estava de cama, deitada ao lado dele, disse: "mas hoje ele não está muito inspirado não." Solenta, discordando, disse: "mas ele já falou tanta coisa bonita aqui." E Benê disse: "ele ainda n…