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D. Adelaide - Retorno

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Depois de quinze dias sem fazer visitas e já recuperada de seus cansaços, Solenta, acompanhada pela enfermeira Terezinha, não via a hora de chegar à casa da querida D. Adelaide. Quando o carro parou em frente à casa, Solenta avistou Cidoca, a filha de D. Adelaide, na janela da cozinha. Ali mesmo, de dentro do carro, Solenta começou a gritar: "Cidoca, dessa vez não vou embora sem tirar um retrato seu junto à namoradeira da janela." Quando Cidoca abriu a porta e veio nos abrir o portão, Solenta pôde ver que novamente ela estava vestida de vermelho, igual à boneca. Ela perguntou: "por quê você quer tirar essa foto?" E Solenta disse: "porque vocês são iguaizinhas." Então, ela, que já estava para o lado de fora do portão, junto ao carro, levou a mão aos peitos e disse: "mas justo hoje que eu não estou com uma blusa decotada!" E começou a cantar: "você não vale nada mas eu gosto de você..." Quando se deu conta que estava fazendo aquilo tudo …

S. Querobino - Primeira Visita

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Quando chegamos à rua de S. Querobino, um rapaz já nos aguardava acenando e nos indicando o local da casa. Apesar de muito perguntarmos, não conseguimos descobrir qual a relação dele com S. Querobino, mas provavelmente ele é um de seus filhos, pois tem os mesmos lindos olhos azuis.
Silmara, Sara, Tácia e Raquel, que já estiveram na casa antes, alertaram Solenta para a presença de um pitbull que todos diziam ser "bonzinho" mas que, na dúvida, era melhor evitar contato com ele. S. Querobino fica em uma cama hospitalar no último quarto da casa. Até chegar lá, Solenta cruzou com Marinalva, uma das filhas, que estava com Gabriel no colo.

O ENCONTRO
Parece que a surpresa de ser visitado por uma palhaça foi boa. A casa estava cheia, esposa, filhos, netos. Gente bonita e acolhedora. S. Querobino quando agarra uma mão não tem a menor intenção de soltar e foi assim que a passagem da mão de Silmara para a mão de Solenta exigiu um certo jogo de cintura. Ele e Solenta ficaram boa parte do …

D. Angela - Primeira Visita

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As visitas dessa semana foram acompanhadas por Silmara, terapeuta ocupacional do PAD, e por Sara, Tacia e Raquel, estudantes de terapia ocupacional que fazem estágio junto ao programa.
Foi muito boa a companhia delas, um bom apoio para Solenta que, nesse dia, estava se sentindo cansada e vazia.
D. Angela tem 80 anos e diagnóstico de alzheimer, entre outras moléstias, e está acamada desde fevereiro. Se comunica, acima de tudo, com expressões faciais e fala muito pouco. Mora, no fundo da casa de um de seus filhos, com o marido Michelle, que conta com a ajuda de uma cuidadora que não estava na casa no momento.
O ENCONTRO
D. Angela estava deitada na cama hospitalar e ao avistar Solenta fez uma expressão de surpresa difícil de decifrar. Solenta foi para o lado da cabeceira da cama e começou sua aproximação. S. Michelle levou Silmara para cozinha pois queria conversar sobre alguns assuntos longe da esposa. Na ausência do marido, ela pronunciou uma longa frase, com uma voz tão forte e clara qu…

D. Thereza - Primeira Visita

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Ana Silvia e Solenta chamaram bastante tempo ao portão. Como ninguém vinha nos atender, Ana ligou do celular para avisar que estávamos na frente da casa. Maria de Lourdes, a filha cuidadora de D. Thereza, apareceu toda afobada, pois estava na parte de trás da casa e não havia nos ouvido.
D. Thereza tem 90 anos, sofre de uma doença do coração e é extremamente lúcida.
O ENCONTRO
Maria de Lourdes (tia Lu, apelido com que a chamarei daqui para frente) guiou Ana e Solenta até a cozinha onde estava D. Thereza. Pelo caminho já foi anunciando que a mãe estava muito bem, que no final de semana anterior havia sido o aniversário de uma de suas irmãs e que D. Thereza havia descido e subido escadas sozinha. Quando chegamos na cozinha, D. Thereza estava terminando de lavar umas louças. Quando viu que tinha visitas, secou as mãos e deu um abraço tão apertado em Solenta que ela ficou impressionada com a força e vigor daquela mulher. Essa sensação permaneceu durante todo o encontro. Encontro que foi cent…

Pio - Primeira Visita

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Essa foi a primeira vez que a visita se realizou na parte da manhã. O motivo de tal mudança foi para que Solenta pudesse acompanhar Ana Sílvia, fisioterapeuta do PAD. O caminho até a casa do paciente é bastante longo. Isso, somado ao trânsito e à recente mudança do relógio para o horário de verão, fez com que Solenta chegasse ao destino meio atordoada.
Pio é ainda bem jovem, 48 anos, e sofreu de uma doença que lhe paralisou todos os movimentos. Agora, pouco a pouco, está se recuperando e reconquistando a mobilidade.
O ENCONTRO
Quando chegamos à casa, tivemos que esperar um pouco para que a porta fosse aberta. Deu tempo de Solenta fotografar um gatinho que tomava sol na lage e de ser fotografada por Ana na frente da casa, que era recoberta de um revestimento azul e branco que combinava com sua roupa. Quem nos recebeu foi Mônica, cuidadora de Pio e sua conterrânea do Peru. Os dois têm um sotaque delicioso que Solenta não cansou de elogiar. Pio estava deitado na cama, no quarto ao lado da…

S. Francisco - Primeira Visita

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Quando o carro entrou na quadra da casa de S. Francisco, Solenta falou: "vixe!!!" A rua estava repleta de crianças que brincavam justamente na frente da casa dele. Acho que foi Laís que perguntou: "você não gosta de crianças?" E Solenta respondeu: "adoro crianças, mas se eu for dar a atenção que cada uma merece não chegarei até S. Francisco." Solenta desceu do carro, brincou com um menino que passava chupando um limão e seguiu rapidamente para o portão de entrada do local onde ficava a casa. No meio do aglomerado de crianças, adolescentes e adultos, um sorriso e uma cara boa chamaram a atenção de Solenta. Era Igor, que mais tarde Solenta soube que é cunhado de Luciana, a filha de S. Francisco. Quando pediu ajuda para saber qual das casas era a procurada, Rian se apresentou para ajudar. Ele é um dos netos de S. Francisco.
S. Francisco tem 76 anos e sequelas de um AVC. Ele consegue se comunicar verbalmente e é possível entender quase tudo o que ele fala. Mor…

D. Olga (Kimi) - Primeira Visita

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As visitas de D. Olga e S. Francisco foram na companhia de Milena, fonoaudióloga do PAD. Ela tem um jeito calmo e delicado que inspira uma boa dose de tranquilidade. Participaram da visita Laís e Niely, também fonoaudiólogas que fazem um curso de aprimoramento profissional.
Célia, uma das filhas cuidadoras de D. Olga, foi quem nos recebeu e sua expressão ao ver Solenta foi de surpresa boa. Dona Olga está acamada em decorrência de um AVC. Como a ocorrência do derrame é recente, seu lado esquerdo ainda está bem paralisado. Seu nome é Kimi, descendente de orientais, mas gosta de ser chamada de Olga. Fica em uma cama hospitalar na sala.
O ENCONTRO
Diferentemente das visitas anteriores, acompanhadas pela enfermeira Terezinha, em que Solenta esperava que ela entrasse para só depois aparecer e ser apresentada, com as fonos Milena, Laís e Niely, Solenta tomou a dianteira e até brincou de apresentá-las, como se fosse ela que conhecesse a casa, a paciente, a cuidadora. Não pareceu a princípio qu…