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PAUSA

Dezembro foi mês de muitos compromissos para Solenta e por isso não foi possível fazer visitas e nem ir a reuniões no PAD. Até mesmo os dois últimos relatos não puderam ser escritos. Uma falta para o coração, e uma sensação de estar em falta com um trabalho tão de primeira necessidade para a alma. Uma pausa se fará até o início de março e até lá espero conseguir, ao menos conseguir escrever algumas reflexões sobre o trabalho feito até aqui.

S. Francisco - O retorno

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Segunda visita do dia com as fonos Milena, Laís e Niely. Dessa vez o caminho da casa de D. Olga até a casa de S. Francisco pareceu imensamente mais curto. Solenta estava ansiosa pelo retorno a casa de S. Francisco pois achou que na primeira visita não havia ficado tempo suficiente com ele e queria se redimir dessa falha, pois apesar do curto tempo a recepção de S. Francisco foi muito boa.

O ENCONTRO
Começo dizendo que a narrativa do encontro será bem resumida pois estou fazendo esse registro quase um mês após a visita. Coisas de dezembro...
Quando adentramos a casa de S. Francisco ele se encontrava sentado no sofá da sala e aparentemente estava cochilando. Quando viu Solenta ele não teve nenhuma alteração em sua expressão. Luciana, a filha que cuida dele tinha uma expressão um pouco assustada, bem diferente da calorosa recepção da primeira visita. A intenção de um encontro gostoso, leve e divertido foi por água abaixo, em todos os sentidos. É que ao final do encontro ficou a sensação de…

D. Olga - O retorno

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Primeira visita do dia na companhia da fonoaudióloga Milena e das aprimorandas Laís e Niely. Fomos recebidas por Célia, a filha cuidadora de D. Olga que é sempre muito simpática e sorridente. A cama de D. Olga estava em uma posição diferente da que se encontrava na primeira visita, provavelmente em decorrência de um pedido que a equipe do PAD havia feito à Célia, para que D. Olga pudesse ter uma boa estimulação dos dois lados. Solenta ficou bem feliz de encontrar D. Olga e, mais feliz ainda, de perceber sua evolução. Ela já está conseguindo falar alguma coisa, seus movimentos de braço e mãos estão mais firmes e ela pareceu mais a vontade com nossa presença logo de cara. A visita foi bem divertida. D. Olga estava bem expressiva e toda hora chamava Célia, para que ela nos perguntasse algo ou para pedir para que fizésemos algo. D. Olga distribuiu beijos, perguntou o nome de Solenta, solicitou a presença de Laís ao lado de sua cabeceira, acenou para o motorista Roberto que estava do lado …

D. Angela - Retorno

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Dona Angela foi a segunda visita do dia e Solenta estava super feliz com a visita anterior e com a companhia de Silmara, Ivete, Raquel, Sara e Tácia. Quando chegaram até a casa dela, a grande janela que fica ao lado da cama de D. Angela estava completamente aberta e Solenta preferiu ficar ali, do lado de fora, para ter a sensação de que estava fazendo uma serenata ao mesmo tempo em que ficava quase que totalmente debruçada sobre a cama. Na casa, estava também S. Michelle, esposo de D. Angela. A cuidadora, como na primeira visita, não se encontrava. Será uma pena resumir essa visita que foi tão rica em detalhes, mas tenho que me conformar com o registro escrito em época de final de ano em que a falta de tempo insiste em incomodar como um sapato apertado. Depois dos cumprimentos iniciais, Solenta anunciou que havia levado uma lista com nomes de doces italianos para saber de qual doce D. Angela estava falando quando, no primeiro encontro, disse que suas mãos estavam cheirando comida. S…

S. Querobino - Retorno

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PRÊAMBULOS
Na primeira visita a S. Querobino, Solenta não conseguiu levantar nada de material de sua história e de seus gostos. Por conta disso, ficou muito perdida em relação ao que levaria para ele nesse retorno. A única informação que tinha era de que a família veio de Minas Gerais, mas não sabia nem de qual cidade. A única coisa que conseguiu pensar é que, como uma típica família mineira, provavelmente eles fossem ligados a manifestações populares e religiosas como a Folia de Reis. E assim pediu ajuda a seu amado Reynaldo, pesquisador incansável das maravilhas da vida do sertão de Minas, que lhe mostrou a filmagem de uma dessas folias. Desse material, extraiu o verso usado antes de entrar em cada casa, a melodia e a forma como o coro repete os versos do puxador.
Nesse dia, para sorte de Solenta, além da T.O. Silmara, participaram da visita Sara, Tácia e Raquel (estágiarias de T.O.) e também Ivete, psicóloga do PAD. Mas havia ainda um problema. Solenta não tinha certeza se a família…

D. Margarida - Retorno

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Na entrada da casa de D. Margarida tem um adesivo pregado na parede com um símbolo branco e vermelho escrito Clube dos Quinze. Em frente à casa ao lado, havia um rapaz e Solenta perguntou que símbolo era aquele. Ele disse que é de um time de futebol que eles têm na rua. Solenta elogiou o símbolo, que era realmente muito bem feito, parecia até de algum time famoso. O rapaz sorriu e agradeceu o elogio.
Logo que Terezinha tocou a campainha, Leninha, a filha de D. Margarida, já apareceu no alto da escada dizendo que poderiam subir. Solenta subiu na frente e estava ansiosa para encontrar D. Margarida. Ela estava no quintal, local que gosta de ficar assistindo TV. Lá estava também S. José, o marido dela que, Solenta não havia conhecido na visita anterior, pois ele estava acamado. Ao contrário da visita anterior, em que Leninha e D. Margarida estavam muito tristes, dessa vez elas pareciam bem. Estavam todos muito agradecidos a Terezinha, que havia conseguido um encaminhamento de hemodíalise …

D. Nair - Retorno

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Terezinha e Solenta foram levadas por Wilson, o mesmo motorista da primeira visita a D. Nair. O calor estava de matar e Solenta estava um pouco apreensiva com a visita, pois ela havia apreendido muito pouco do universo de D. Nair no primeiro encontro. Marli, a filha de D. Nair, foi recebê-las no portão. Quando entraram, Alice estava terminando de trocar D. Nair que, segundo elas, estava com uma forte diárreia desde o dia anterior. Solenta ficou esperando na sala, admirando o lindo móvel de rádio e toca discos, o sofá antigo, os quadros na parede, uma autêntica casa de vó. No quarto, a movimentação parecia grande, a apreensão foi aumentando...
Mas ela se dissipou por completo quando Solenta chegou à porta do quarto e avistou D. Nair sentadinha na beira da cama, com um semblante calmo e esboçando um tímido sorriso. Foi um bálsamo, Solenta sentiu que seria um bom encontro. Terezinha fez algumas fotos e num determinado momento passou a mão no cabelo de D. Nair e falou: "que gostoso!&q…