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D. Thereza - Retorno

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Antes de chegar à casa, Solenta peguntou para Dominique: "Você conhece D. Thereza? Não? Você vai adorá-la. Ela é linda!!!"
Quando chegamos, ela estava na cozinha, fazendo um lanchinho, e nos recebeu com braços abertos e abraços sempre fortes e acolhedores.
Ficamos na cozinha mesmo e o papo foi tão bom que até esquecemos de levar Dominique até o quarto de D. Thereza para apresentar sua enorme coleção de bonecas. D. Thereza sempre diz que coleciona bonecas pois quando era criança não podia tê-las, então hoje todo mundo a presenteia com bonecas dos mais variados tipos e materiais. Até Solenta levou uma bonequinha de cerâmica que ela mesmo fez para presentea-la. D. Thereza contou que, quando criança, fazia bonecas de palha de milho. Costura desde menina as próprias roupas e de suas bonecas de palha. Como disse no relato anterior, D. Thereza é ao mesmo tempo delicada e forte. Trabalhava pesado na roça, "plantando milho, feijão... baldeando água do rio" e, à noite, costu…

Pio - Retorno e Alta

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Essa foi a primeira visita do dia, acompanhada pela fisioterapeuta Ana Sílvia e pela estagiária, também de fisioterapia, Dominique. Claro que Solenta não pode deixar de perguntar para Dominique se sempre cantavam para ela a música "Dominique nique nique, sempre alegre, esperando alguém que possa amar..." Ela disse que sim, desde criança, e que sua mãe escolheu seu nome justamente por causa do filme que tinha essa música. Quando chegamos até a casa, Ana Silvia subiu as escadas na frente e observou que havia um corrimão novo instalado. Ao bater à porta, os latidos de Eureka dispararam e pode-se dizer que quase não pararam mais, em vários momentos do encontro ela latiu alucinadamente. Quem nos abriu a porta foi o próprio Pio e Solenta ficou muito feliz ao ver sua evolução. Estava sozinho na casa e já se vira com tudo. O novo corrimão é justamente para que possa descer as escadas sozinho, coisa completamente impensável na visita anterior. Depois que Ana e Dominique fizeram sua…

Pio - Video

Para Diana e Beatriz

PAUSA

Dezembro foi mês de muitos compromissos para Solenta e por isso não foi possível fazer visitas e nem ir a reuniões no PAD. Até mesmo os dois últimos relatos não puderam ser escritos. Uma falta para o coração, e uma sensação de estar em falta com um trabalho tão de primeira necessidade para a alma. Uma pausa se fará até o início de março e até lá espero conseguir, ao menos conseguir escrever algumas reflexões sobre o trabalho feito até aqui.

S. Francisco - O retorno

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Segunda visita do dia com as fonos Milena, Laís e Niely. Dessa vez o caminho da casa de D. Olga até a casa de S. Francisco pareceu imensamente mais curto. Solenta estava ansiosa pelo retorno a casa de S. Francisco pois achou que na primeira visita não havia ficado tempo suficiente com ele e queria se redimir dessa falha, pois apesar do curto tempo a recepção de S. Francisco foi muito boa.

O ENCONTRO
Começo dizendo que a narrativa do encontro será bem resumida pois estou fazendo esse registro quase um mês após a visita. Coisas de dezembro...
Quando adentramos a casa de S. Francisco ele se encontrava sentado no sofá da sala e aparentemente estava cochilando. Quando viu Solenta ele não teve nenhuma alteração em sua expressão. Luciana, a filha que cuida dele tinha uma expressão um pouco assustada, bem diferente da calorosa recepção da primeira visita. A intenção de um encontro gostoso, leve e divertido foi por água abaixo, em todos os sentidos. É que ao final do encontro ficou a sensação de…

D. Olga - O retorno

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Primeira visita do dia na companhia da fonoaudióloga Milena e das aprimorandas Laís e Niely. Fomos recebidas por Célia, a filha cuidadora de D. Olga que é sempre muito simpática e sorridente. A cama de D. Olga estava em uma posição diferente da que se encontrava na primeira visita, provavelmente em decorrência de um pedido que a equipe do PAD havia feito à Célia, para que D. Olga pudesse ter uma boa estimulação dos dois lados. Solenta ficou bem feliz de encontrar D. Olga e, mais feliz ainda, de perceber sua evolução. Ela já está conseguindo falar alguma coisa, seus movimentos de braço e mãos estão mais firmes e ela pareceu mais a vontade com nossa presença logo de cara. A visita foi bem divertida. D. Olga estava bem expressiva e toda hora chamava Célia, para que ela nos perguntasse algo ou para pedir para que fizésemos algo. D. Olga distribuiu beijos, perguntou o nome de Solenta, solicitou a presença de Laís ao lado de sua cabeceira, acenou para o motorista Roberto que estava do lado …

D. Angela - Retorno

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Dona Angela foi a segunda visita do dia e Solenta estava super feliz com a visita anterior e com a companhia de Silmara, Ivete, Raquel, Sara e Tácia. Quando chegaram até a casa dela, a grande janela que fica ao lado da cama de D. Angela estava completamente aberta e Solenta preferiu ficar ali, do lado de fora, para ter a sensação de que estava fazendo uma serenata ao mesmo tempo em que ficava quase que totalmente debruçada sobre a cama. Na casa, estava também S. Michelle, esposo de D. Angela. A cuidadora, como na primeira visita, não se encontrava. Será uma pena resumir essa visita que foi tão rica em detalhes, mas tenho que me conformar com o registro escrito em época de final de ano em que a falta de tempo insiste em incomodar como um sapato apertado. Depois dos cumprimentos iniciais, Solenta anunciou que havia levado uma lista com nomes de doces italianos para saber de qual doce D. Angela estava falando quando, no primeiro encontro, disse que suas mãos estavam cheirando comida. S…

S. Querobino - Retorno

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PRÊAMBULOS
Na primeira visita a S. Querobino, Solenta não conseguiu levantar nada de material de sua história e de seus gostos. Por conta disso, ficou muito perdida em relação ao que levaria para ele nesse retorno. A única informação que tinha era de que a família veio de Minas Gerais, mas não sabia nem de qual cidade. A única coisa que conseguiu pensar é que, como uma típica família mineira, provavelmente eles fossem ligados a manifestações populares e religiosas como a Folia de Reis. E assim pediu ajuda a seu amado Reynaldo, pesquisador incansável das maravilhas da vida do sertão de Minas, que lhe mostrou a filmagem de uma dessas folias. Desse material, extraiu o verso usado antes de entrar em cada casa, a melodia e a forma como o coro repete os versos do puxador.
Nesse dia, para sorte de Solenta, além da T.O. Silmara, participaram da visita Sara, Tácia e Raquel (estágiarias de T.O.) e também Ivete, psicóloga do PAD. Mas havia ainda um problema. Solenta não tinha certeza se a família…

D. Margarida - Retorno

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Na entrada da casa de D. Margarida tem um adesivo pregado na parede com um símbolo branco e vermelho escrito Clube dos Quinze. Em frente à casa ao lado, havia um rapaz e Solenta perguntou que símbolo era aquele. Ele disse que é de um time de futebol que eles têm na rua. Solenta elogiou o símbolo, que era realmente muito bem feito, parecia até de algum time famoso. O rapaz sorriu e agradeceu o elogio.
Logo que Terezinha tocou a campainha, Leninha, a filha de D. Margarida, já apareceu no alto da escada dizendo que poderiam subir. Solenta subiu na frente e estava ansiosa para encontrar D. Margarida. Ela estava no quintal, local que gosta de ficar assistindo TV. Lá estava também S. José, o marido dela que, Solenta não havia conhecido na visita anterior, pois ele estava acamado. Ao contrário da visita anterior, em que Leninha e D. Margarida estavam muito tristes, dessa vez elas pareciam bem. Estavam todos muito agradecidos a Terezinha, que havia conseguido um encaminhamento de hemodíalise …

D. Nair - Retorno

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Terezinha e Solenta foram levadas por Wilson, o mesmo motorista da primeira visita a D. Nair. O calor estava de matar e Solenta estava um pouco apreensiva com a visita, pois ela havia apreendido muito pouco do universo de D. Nair no primeiro encontro. Marli, a filha de D. Nair, foi recebê-las no portão. Quando entraram, Alice estava terminando de trocar D. Nair que, segundo elas, estava com uma forte diárreia desde o dia anterior. Solenta ficou esperando na sala, admirando o lindo móvel de rádio e toca discos, o sofá antigo, os quadros na parede, uma autêntica casa de vó. No quarto, a movimentação parecia grande, a apreensão foi aumentando...
Mas ela se dissipou por completo quando Solenta chegou à porta do quarto e avistou D. Nair sentadinha na beira da cama, com um semblante calmo e esboçando um tímido sorriso. Foi um bálsamo, Solenta sentiu que seria um bom encontro. Terezinha fez algumas fotos e num determinado momento passou a mão no cabelo de D. Nair e falou: "que gostoso!&q…

Seny - Retorno

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Quando o carro parou em frente ao local onde fica a casa de Seny, haviam várias pessoas na rua e logo apareceu Valdirene, a filha que cuida dela. Ela e seu filho Vinicius acompanharam Terezinha e Solenta até a casa. Pelo caminho, Solenta viu rostos familiares, como o de um senhor que separa materiais de ferro velho, e rostos novos, uma senhora que fazia biquinho de crochê em um pano de prato, outras que ela não pôde identificar o trabalho que faziam, e crianças que escreviam em um caderno, provavelmente brincando de escolinha. Para felicidade de Solenta, dessa vez, Seny estava acordada, bem disposta, sem dor e com uma notícia surpreendente: há alguns dias começou a sentir a ponta dos pés. Não sei ao certo, mas me parece que isso é coisa que não acontecia desde que suas pernas paralisaram, há dois anos atrás. Foi um prazer conhecê-la nesse estado. Na outra visita, Solenta não chegou sequer a ver o rosto dela. Dessa vez pôde abraçá-la e se dedicar a estar ali para conhecê-la um pouqui…

D. Adelaide - Retorno

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Depois de quinze dias sem fazer visitas e já recuperada de seus cansaços, Solenta, acompanhada pela enfermeira Terezinha, não via a hora de chegar à casa da querida D. Adelaide. Quando o carro parou em frente à casa, Solenta avistou Cidoca, a filha de D. Adelaide, na janela da cozinha. Ali mesmo, de dentro do carro, Solenta começou a gritar: "Cidoca, dessa vez não vou embora sem tirar um retrato seu junto à namoradeira da janela." Quando Cidoca abriu a porta e veio nos abrir o portão, Solenta pôde ver que novamente ela estava vestida de vermelho, igual à boneca. Ela perguntou: "por quê você quer tirar essa foto?" E Solenta disse: "porque vocês são iguaizinhas." Então, ela, que já estava para o lado de fora do portão, junto ao carro, levou a mão aos peitos e disse: "mas justo hoje que eu não estou com uma blusa decotada!" E começou a cantar: "você não vale nada mas eu gosto de você..." Quando se deu conta que estava fazendo aquilo tudo …

S. Querobino - Primeira Visita

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Quando chegamos à rua de S. Querobino, um rapaz já nos aguardava acenando e nos indicando o local da casa. Apesar de muito perguntarmos, não conseguimos descobrir qual a relação dele com S. Querobino, mas provavelmente ele é um de seus filhos, pois tem os mesmos lindos olhos azuis.
Silmara, Sara, Tácia e Raquel, que já estiveram na casa antes, alertaram Solenta para a presença de um pitbull que todos diziam ser "bonzinho" mas que, na dúvida, era melhor evitar contato com ele. S. Querobino fica em uma cama hospitalar no último quarto da casa. Até chegar lá, Solenta cruzou com Marinalva, uma das filhas, que estava com Gabriel no colo.

O ENCONTRO
Parece que a surpresa de ser visitado por uma palhaça foi boa. A casa estava cheia, esposa, filhos, netos. Gente bonita e acolhedora. S. Querobino quando agarra uma mão não tem a menor intenção de soltar e foi assim que a passagem da mão de Silmara para a mão de Solenta exigiu um certo jogo de cintura. Ele e Solenta ficaram boa parte do …

D. Angela - Primeira Visita

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As visitas dessa semana foram acompanhadas por Silmara, terapeuta ocupacional do PAD, e por Sara, Tacia e Raquel, estudantes de terapia ocupacional que fazem estágio junto ao programa.
Foi muito boa a companhia delas, um bom apoio para Solenta que, nesse dia, estava se sentindo cansada e vazia.
D. Angela tem 80 anos e diagnóstico de alzheimer, entre outras moléstias, e está acamada desde fevereiro. Se comunica, acima de tudo, com expressões faciais e fala muito pouco. Mora, no fundo da casa de um de seus filhos, com o marido Michelle, que conta com a ajuda de uma cuidadora que não estava na casa no momento.
O ENCONTRO
D. Angela estava deitada na cama hospitalar e ao avistar Solenta fez uma expressão de surpresa difícil de decifrar. Solenta foi para o lado da cabeceira da cama e começou sua aproximação. S. Michelle levou Silmara para cozinha pois queria conversar sobre alguns assuntos longe da esposa. Na ausência do marido, ela pronunciou uma longa frase, com uma voz tão forte e clara qu…

D. Thereza - Primeira Visita

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Ana Silvia e Solenta chamaram bastante tempo ao portão. Como ninguém vinha nos atender, Ana ligou do celular para avisar que estávamos na frente da casa. Maria de Lourdes, a filha cuidadora de D. Thereza, apareceu toda afobada, pois estava na parte de trás da casa e não havia nos ouvido.
D. Thereza tem 90 anos, sofre de uma doença do coração e é extremamente lúcida.
O ENCONTRO
Maria de Lourdes (tia Lu, apelido com que a chamarei daqui para frente) guiou Ana e Solenta até a cozinha onde estava D. Thereza. Pelo caminho já foi anunciando que a mãe estava muito bem, que no final de semana anterior havia sido o aniversário de uma de suas irmãs e que D. Thereza havia descido e subido escadas sozinha. Quando chegamos na cozinha, D. Thereza estava terminando de lavar umas louças. Quando viu que tinha visitas, secou as mãos e deu um abraço tão apertado em Solenta que ela ficou impressionada com a força e vigor daquela mulher. Essa sensação permaneceu durante todo o encontro. Encontro que foi cent…

Pio - Primeira Visita

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Essa foi a primeira vez que a visita se realizou na parte da manhã. O motivo de tal mudança foi para que Solenta pudesse acompanhar Ana Sílvia, fisioterapeuta do PAD. O caminho até a casa do paciente é bastante longo. Isso, somado ao trânsito e à recente mudança do relógio para o horário de verão, fez com que Solenta chegasse ao destino meio atordoada.
Pio é ainda bem jovem, 48 anos, e sofreu de uma doença que lhe paralisou todos os movimentos. Agora, pouco a pouco, está se recuperando e reconquistando a mobilidade.
O ENCONTRO
Quando chegamos à casa, tivemos que esperar um pouco para que a porta fosse aberta. Deu tempo de Solenta fotografar um gatinho que tomava sol na lage e de ser fotografada por Ana na frente da casa, que era recoberta de um revestimento azul e branco que combinava com sua roupa. Quem nos recebeu foi Mônica, cuidadora de Pio e sua conterrânea do Peru. Os dois têm um sotaque delicioso que Solenta não cansou de elogiar. Pio estava deitado na cama, no quarto ao lado da…

S. Francisco - Primeira Visita

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Quando o carro entrou na quadra da casa de S. Francisco, Solenta falou: "vixe!!!" A rua estava repleta de crianças que brincavam justamente na frente da casa dele. Acho que foi Laís que perguntou: "você não gosta de crianças?" E Solenta respondeu: "adoro crianças, mas se eu for dar a atenção que cada uma merece não chegarei até S. Francisco." Solenta desceu do carro, brincou com um menino que passava chupando um limão e seguiu rapidamente para o portão de entrada do local onde ficava a casa. No meio do aglomerado de crianças, adolescentes e adultos, um sorriso e uma cara boa chamaram a atenção de Solenta. Era Igor, que mais tarde Solenta soube que é cunhado de Luciana, a filha de S. Francisco. Quando pediu ajuda para saber qual das casas era a procurada, Rian se apresentou para ajudar. Ele é um dos netos de S. Francisco.
S. Francisco tem 76 anos e sequelas de um AVC. Ele consegue se comunicar verbalmente e é possível entender quase tudo o que ele fala. Mor…

D. Olga (Kimi) - Primeira Visita

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As visitas de D. Olga e S. Francisco foram na companhia de Milena, fonoaudióloga do PAD. Ela tem um jeito calmo e delicado que inspira uma boa dose de tranquilidade. Participaram da visita Laís e Niely, também fonoaudiólogas que fazem um curso de aprimoramento profissional.
Célia, uma das filhas cuidadoras de D. Olga, foi quem nos recebeu e sua expressão ao ver Solenta foi de surpresa boa. Dona Olga está acamada em decorrência de um AVC. Como a ocorrência do derrame é recente, seu lado esquerdo ainda está bem paralisado. Seu nome é Kimi, descendente de orientais, mas gosta de ser chamada de Olga. Fica em uma cama hospitalar na sala.
O ENCONTRO
Diferentemente das visitas anteriores, acompanhadas pela enfermeira Terezinha, em que Solenta esperava que ela entrasse para só depois aparecer e ser apresentada, com as fonos Milena, Laís e Niely, Solenta tomou a dianteira e até brincou de apresentá-las, como se fosse ela que conhecesse a casa, a paciente, a cuidadora. Não pareceu a princípio qu…

D. Margarida - Primeira Visita

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Segunda visita do dia. A casa de D. Margarida fica no andar de cima do que parece ser o portão de um estabelecimento comercial que estava fechado. Tocamos a campainha e ninguém respondeu. Então Solenta começou a chamar bem alto (o que é sua especialidade) e Terezinha disse que nessas horas sempre pensa em ter uma buzina como a do Chacrinha. Depois de um tempo, uma voz chamou dizendo que podíamos entrar.
Dona Margarida tem 82 anos e está impossibilitada de andar em decorrência de um derrame. Mora com a filha Leninha (que é sua cuidadora e mãe de Gabriela, que estava na escola) e com o marido, que também tem problemas de saúde e nesse dia estava acamado. Na casa dos fundos mora seu outro filho com a esposa, duas filhas adolescentes e uma netinha ainda bebê.
O ENCONTRO
Quando terminaram de subir a escada foram parar na cozinha/copa e Leninha veio empurrando a cadeira de rodas trazendo D. Margarida. Junto à surpresa de estar diante de uma palhaça havia na expressão das duas algo que pareceu …

D. Nair - Primeira Visita

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Quando chegaram, Solenta sentiu como se estivesse diante de uma casa típica do interior. Portão baixo, com um telhado como os de desenho de casinhas feito por crianças ou por adultos que desenham como criança. Quando Marli, a filha e cuidadora de D. Nair apareceu, Terezinha apresentou Solenta. A expressão dela foi de surpresa boa. O motorista Wilson disse que estava deixando lá uma encomenda (Solenta) para passar uma semana.
D. Nair tem 83 anos e está acamada em decorrência de um derrame. Na sala estavam Alice costurando ou bordando algo e um carrinho de bebê no qual dormia Bia, uma pequena mestiça de 10 meses que é cuidada, com muito amor, por Marli, enquanto a mãe trabalha.
O ENCONTRO
Quando Solenta e Terezinha entraram no quarto, D. Nair estava deitada na cama e parecia estar acordando de um sono profundo. Marli disse: "olha quem veio te visitar!" D. Nair olhou para Solenta e indagou: "Isaura?" Ao perceber que não se tratava de Isaura, sua expressão não foi de es…