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S. João - Retorno do retorno

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Retorno realizado no dia 20/07/10.
Visita acompanhada pela terapeuta ocupacional Silmara.
A história de Solenta com S. João, Dona Neli e as netas Verônica e Veridiana é uma história deliciosa. Solenta visitou S. João no seu primeiro dia de trabalho no PAD, foi o segundo paciente do dia. Era ainda um momento de muita expectativa, medo, emoção. Ainda não sabíamos que rumo o trabalho ia tomar, se ele faria sentido para os pacientes, se eu me sentiria bem fazendo esse trabalho. E a visita  começou de um jeito muito difícil. Só que, felizmente, o encontro foi evoluindo para uma coisa bem gostosa. Nesse dia, S. João mal pronunciava palavras, só em um determinado momento da visita tentou balbuciar a música Asa Branca que Solenta estava cantando para ele. Quando Solenta foi fazer o retorno, no mês de julho, a pedido de D. Neli, pois suas netas estariam presentes, não pôde acreditar na evolução de S. João. Houve momentos belíssimos em que, apesar de Solenta não entender através da linguagem ve…

Tonha - retorno

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Visita realizada no dia 29/06/10 E lá fomos nós: eu, Silmara, Ivete e Suzana para o retorno com a maravilhosa Tonha. Na casa estavam também Nalva, filha de Tonha, e a filha dela com seu bebe, Nicolas. Tonha é do tipo de paciente com quem a empatia se instaura instantaneamente. Aberta, humorada e sem "papas na língua." Impossível descrever tudo o que aconteceu nesse encontro, não só porque já faz mais de um mês que ele aconteceu e alguns detalhes já começam a se apagar, mas também porque ele foi tão rico que daria um livro se eu fosse aprofundar em cada detalhe. Assim sendo, escolherei alguns pontos mais marcantes para narrar. Como era dia de São Pedro, Solenta convidou Tonha para dançar uma quadrilha, deitada mesmo, só de braços dados e um sacolejar de ombros. Solenta começou a cantar: "com a filha de João, Antonio ia se casar..." Esse tema fez Tonha se lembrar de uma simpatia, feita no dia de santo Antonio, para arranjar marido. Contou um "causo" para lá …

S. Rui Barbosa - retorno

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Visita realizada no dia 29 de junho de 2010. O retorno a S. Rui foi feito na companhia da T.O. Silmara, da psicóloga Ivete e da estagiária Suzana. Pedi a minhas queridas acompanhantes para fazermos essa visita primeiro pois, como era dia de jogo Portugal x Espanha, nas eliminatórias da copa, sabia que S. Rui, que é português de nascença, devia estar ansioso aguardando a partida.
O ENCONTRO A visita foi um presente para Solenta. S. Rui e D. Julia são muito acolhedores e, como da primeira vez, o fato dele falar tão baixo e ser tão calmo fez Solenta vibrar em uma frequência mais suave. Solenta disse que havia pesquisado sobre a cidade em que ele nasceu e que ficou com muita vontade de conhecer Castelo de Paiva. Ele disse que se ela realmente deseja, um dia ela vai. Entrando no assunto futebol, sobre o jogo que aconteceria logo mais, S. Rui disse que estava na expectativa para torcer para Portugal, mas não arriscou um placar muito alto. Seu palpite, se não me engano foi 2X1 para Portugal. Sol…

S. Edgar - Primeira Visita

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Visita realizada no dia 16/06/10 Seu Edgar tem 79 anos, uma série de males decorrentes de um mieloma múltiplo e não anda desde janeiro. A esposa Ernestina não se encontrava na casa no momento da visita.
O ENCONTRO Quando chegamos à casa, nos atendeu um neto de S. Edgar, de  uns 9, 10 anos. Ele estava de saída e disse que a tia estava ocupada e que pediu para esperarmos na cozinha. Eu e Terezinha esperamos um pouco e logo veio Célia, a filha e cuidadora de S. Edgar, que nos levou até o pai. Como de praxe, Terezinha entrou na frente, cumprimentou-o e disse ter levado uma surpresa para ele. Quando Solenta entrou, ele abriu um sorriso lindo. Devo dizer que S. Edgar me faz lembrar um personagem de desenho animado, um sábio, um mago do bem, com seu risinho maroto, seu corpo franzino, um personagem daqueles que sempre ajudam os hérois em suas jornadas. Engraçado que, mesmo um mês depois de ter realizado essa visita, essa impressão não se apaga. Tudo bem que também sou ajudada pelas fotos tirad…

S. Antonio - Primeira Visita

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Visita realizada no dia 16/06. Mais uma vez, começo a escrever o relato após mais de um mês da visita, o que é verdadeiramente uma pena pois esse foi um encontro delicioso, cheio de surpresas, e que deixou uma enorme sensação de quero mais. Seu Antonio tem 76 anos e mora com a esposa Linez, a filha Elaine (se não me engano), o genro Assad e a neta Samira.
O ENCONTRO Ainda estávamos descendo do carro quando D. Linez apareceu para abrir o portão. Um sorriso tão lindo que Solenta nem esperou Terezinha para apresentá-la e já foi logo entrando, abraçando e beijando. Ao passar pela copa e avistar os azulejos, Solenta se sentiu transportada para um passado/presente de aconchego. Azulejos azuis esverdeados ou verde azulados, iguais aos de sua casa de infância, iguais aos da casa em que seus pais moram ainda hoje. D. Linez disse que S. Antonio estava dormindo, mas quando entraram na sala onde ele estava deitado no sofá, estava acordado, com o radinho de pilha ligado ao seu lado. Terezinha entrou …

D. Rosalina - Primeira Visita

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Visita feita no dia 09/06/10
D. Rosalina tem 92 anos e o lado direito paralisado em decorrência de um AVC. Mora com o filho Arlindo, que é um dos cuidadores.
O ENCONTRO
Quem nos recebeu à porta foi a filha Esalina, uma simpatia! Ela cuida da mãe durante o dia, depois que a cuidadora contratada, Vivian, vai embora. Terezinha entrou primeiro e anunciou a surpresa. D. Rosalina recebeu Solenta com uma expressão de espanto gostoso, mas o encontro não foi dos mais entusiasmados. Ela estava com dor e bem sonolenta e Solenta bem lenta. Mesmo assim, remaram juntas rumo a um encontro possível. Solenta, como sempre, quis saber um pouco da história da paciente e foi uma surpresa muito boa saber que Benedito, seu falecido marido, era um sanfoneiro de primeira e que ela adorava dançar quando ele tocava. Qual ritmo? Engana-se quem vai responder somente forró pois, além dele, ela também adorava valsar. Eles se conheceram em um baile e a dança era uma arte que praticavam bastante. D. Rosalina disse que …

PAD 10 anos

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Quase que eu perco essa maravilhosa festa de comemoração de 10 anos de existência do PAD-HU. Por sorte, um trabalho que eu teria foi desmarcado e, assim, eu pude comparecer a essa maravilhosa celebração. Acho que não preciso nem dizer que meus olhinhos ficaram o tempo todo marejados em lágrimas suspensas. O Dr. Lotufo, superintendente do HU, ao terminar seu discurso, que entre outras coisas ressaltou a importância do PAD dentro do hospital, contou sobre um telefonema que recebeu do familiar de um paciente atendido pelo programa. A pessoa estava impressionada com a qualidade do tratamento recebido, tanto durante o período em que o paciente recebeu os cuidados como, depois de seu falecimento, com o apoio prestado aos familiares.
Depois foi a vez do Dr. Cláudio, que fez uma pequena apresentação do programa, resumo com números e estatísticas. O mais tocante de sua fala foi dizer que o programa só pode acontecer porque as pessoas que nele trabalham são muito competentes, comprometidas e d…

TRAN QUANG HAI plays the Vietnamese Baby Dan Moi

D. Patrocínia

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D. Patrocínia tem 86 anos, sofre de Alzheimer e mora com a filha Cida em um apartamento. Ela tem, também, um problema no esôfago e a cada dois, três meses, tem de ir até o hospital para fazer um procedimento de dilatação do orgão.


O ENCONTRO (ou des encontro)

Terezinha e Solenta foram recebidas por Cida, filha e cuidadora de D. Patrocínia. Na verdade, essa visita foi mais para ela mesma do que para a mãe, e terei pouco o que falar sobre a visita. Cida há algum tempo atrás havia enviado, através da enfermeira Bete, uma foto dela mesma vestida de palhaça para que Solenta, através da foto, desse um nome para sua palhaça. Missão um pouco difícil essa de, através de uma imagem congelada, nomear um palhaço que não se conhece. Geralmente damos o nome a um palhaço depois que o vemos em gestos, tom de voz, personalidade, jeito de ser... O pouco que Bete sabia de Cida, me contou, que ela se vestia de palhaço para realizar alguns trabalhos voluntários em creches e outros lugares e que gostava muit…

D. Creuza - Primeira Visita

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Mais uma visita acompanhada pela enfermeira Terezinha. D. Creuza tem 79 anos e uma doença rara, que se manifesta na pele, chamada esclerodermia.


O ENCONTRO

Quem nos recebeu à porta foi a cuidadora Rosane. Além dela, estava na casa Bia, neta de D. Creuza, que também ajuda nos cuidados com a vó. A nora Andréa, mãe de Bia, chegou de uma consulta logo depois, ainda no começo do encontro.
D. Creuza é uma simpatia e de cara foi empatia, ia, ia, ia...
E como ela é bastante lúcida e consciente, foi possível saber, através dela mesma, algumas coisas de sua história. Ela veio do Ceará há mais de 60 anos e, antes de ter seu primeiro e único filho, ela trabalhava em um laboratório farmacêutico.
O encontro foi uma delícia, brincamos, cantamos e conversamos muito. D. Creuza demonstra encantamento e gratidão por tudo. Bia, a neta, tem apenas 11 anos, mas aparenta pelo menos 14. Solenta ficou impressionada com sua responsabilidade e com sua maturidade, mas também ficou muito feliz quando, em alguns moment…

Tempos sem registro

Todos os últimos relatos foram escritos muito tempo depois das visitas. Ficaram pobres, sem cor...
deixaram muito a desejar e um enorme peso no coração. Foram visitas tão boas e plenas de sutilezas que ficarão sem registro. Tentarei a partir dessa semana não deixar mais que acumulem, sei que essa promessa nem sempre poderei cumprir, mesmo assim me arrisco a prometer. Tentarei aplacar minha culpa me dedicando mais aos retornos.

D. Auta Canta

D. Auta cantando "boi de janeiro"

D. Auta - Primeira Visita

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Quem nos abriu o portão da casa foi a neta Paula. Subimos a escada que dava para uma porta de frente para a sala e para um enorme terraço. A casa fica de frente para uma imensa praça, o que dá a sensação de estarmos em uma cidade do interior. D. Auta tem 75 anos e está na cadeira de rodas por sequelas de um segundo AVC. Mora com a filha e netos. Uma casa cheia de gente, de cachorros e de vida.

O ENCONTRO

Quando chegamos, Neca, a filha cuidadora de D. Auta, estava na sala, tendo os pés e as mãos sendo feitas por Alcione. D. Auta também estava na sala, em uma cadeira de rodas. Solenta entrou se apresentando e se ajoelhou aos pés de D. Auta e falou para ela pedir uma música que ela cantaria. D. Auta pediu uma música que Solenta não conhecia. E Solenta foi engasgando até
encontrar alguma música que a agradasse. A neta Paula e Alcione cantaram junto Fascinação. Logo depois chegou Rafael, o genro que estava vindo do PAD, onde havia ido buscar uma cadeira de rodas mais adequada do que a que el…

Sergio -Primeira Visita

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S. Sergio tem 68 anos, está acamado, usa sonda vesical e tem Parkinson avançado. A visita foi acompanhada pela enfermeira Terezinha.

O ENCONTRO

Fomos recebidas pela esposa e cuidadora de S. Sérgio, Maria Aparecida, que pediu para ser chamada simplesmente por Cida, sem Dona. No trajeto até o quarto em que estava S. Sérgio, ela reclamou de dor na cintura, disse que estava até chorando no momento em que chegamos. Mais para o final do encontro, Solenta brincou de fazer uma "pajelança" para tirar a dor que ela sentia. Foi uma brincadeira divertida. S. Sérgio demonstrou bastante alegria ao ver Solenta e isso se estendeu por todo encontro, pois ele gargalhou diversas vezes. Não era muito fácil entender o que ele dizia pois, além dele falar baixo, as palavras saíam bem enroladas. Foi como na maioria dos encontros em que o paciente tem dificuldades de se expressar verbalmente, depois de alguns minutos e muita concentração já é possível compreender boa parte do que eles dizem. É preciso…

Rui Barbosa

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Segunda visita do dia com a grande equipe: a terapeuta ocupacional Silmara, as "estagiárias" Suzana e Mariane, e as psicólogas Ivete e Lívia.
S. Rui está acamado devido a uma cirurgia no quadril que complicou. Ele ficou entubado por muito tempo.

O ENCONTRO

S. Rui é de família portuguesa, mora em apartamento e fica em uma cama hospitalar na sala. Solenta entrou na sala após toda a equipe pois ficou puxando conversa pela janela do corredor com Angela, a ajudante da casa que estava lavando roupa na área de serviço. Quando entrou, foi recebida por Dona Júlia, a esposa de S. Rui. Ela é uma senhora super elegante e muito jovial. S. Rui demonstrou ter gostado da surpresa de ser visitado por uma palhaça e ele fala tão baixinho que obrigou Solenta a falar baixo também e ficar tão concentrada nele que por muito tempo se esqueceu que a sala estava tão cheia de gente. S. Rui foi transmitindo uma calma e uma serenidade que Solenta desacelerou por completo. Os dois têm um delicioso sotaque…

Maria Antonieta - Tonha - Primeira Visita

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Essa visita foi acompanhada de equipe grande: a T.O. Silmara e suas "estagiárias", Suzana e Mariane, e também as psicólogas Ivete e Lívia. Uma verdadeira comitiva.
Dona Maria Antonieta tem sequelas de AVC e insuficiência coronariana.

O ENCONTRO

É sempre uma delícia chegar em comitiva. Para a paciente deve ser uma sensação muito boa ver a casa se encher de pessoas que vão até lá para visitá-la e para Solenta é a possibilidade infinita de muito brincadeira e muito "jogo". Tonha, como gosta de ser chamada, tem um humor delicioso. Veio de Pernambuco, de uma cidade perto do Recife, Ipojuca, se não me engano. Quando Solenta chegou perto dela e colocou a mão em seus cabelos para um cafuné, já foi logo anunciando que era uma delicia repousar a mão ali pois o cabelo de Tonha é bem fofinho. Ela retrucava dizendo que não era não e Solenta confirmava que era sim. Brincaram de brigar. Além de termos chegado em grande comitiva, também estavam na casa Nalva, filha e cuidadora de To…

D. Maria Bonita

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Mais um registro escrito após mais de um mês da visita. Vamos lá, puxando os fios da memória... Dona Maria Jerônima tem 83 anos, está acamada em decorrência de um AVC. Usa sonda para alimentação.

O ENCONTRO

Chegar à casa de D. Maria Jerônima é como ultrapassar um portal para uma cidadezinha do interior. Já da calçada se avista lá no alto uma parreira muito antiga. Subindo pelas escadas se vê, à direita, um pomar com frutas diversas. Eu e Terezinha fomos recebidas por Ana e Eliana, filhas da paciente. D. Maria Jerônima, já de cara, disse que todos a tratam por Maria Bonita e é assim que gosta de ser chamada. D. Maria Bonita é uma pessoa muito forte, em todos os sentidos. Primeiro porque seu AVC é ainda bem recente e sua recuperação caminha bem e, segundo, porque parece que ela é uma mulher de pulso firme, ativa e determinada. Por isso tudo, dá para imaginar como deve estar sendo difícl para ela ter que ficar o dia todo presa a uma cama.
Bom, chega de divagações e passemos a visita de fato…

S. Euripedes

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Retomando a escrita, muito tempo depois da visita. O lado bom é que só vou registrar o sumo do encontro, o lado ruim é que pequenos detalhes, que ao final são o que constituem o maior sabor das narrativas, já estão perdidos no mar de coisas vividas nos vinte dias que separam o vivido desse registro.

Seu Eurípedes tem 66 anos e está acamado em decorrência de um AVC.

O ENCONTRO


Quando eu e Terezinha chegamos em frente à casa, encontramos algumas pessoas sentadas em um banco que depois soube ter sido feito por S. Eurípedes. Uma das moças perguntou: "Vai visitar o Ripão?" Logo perguntei: "quem?" E a moça respondeu: "Seu Eurípedes, o Ripão! Não sei se ele vai gostar de você, ele gosta é de loira." Eu disse para ela que isso não era problema, que da próxima vez levaria uma peruca para ficar mais do gosto dele. Depois de algum tempo, D. Iraci, esposa de S. Eurípedes, veio nos atender. Ela tinha a expressão fechada e parecia um tanto cansada. Ela nos levou até o q…

S. Fideliz Sanches - Primeira Visita

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Depois de retomar as visitas do ano com uma paciente já conhecida e muito querida, Candinha, retomo agora ao encontro de novos universos.
O primeiro, S. Fideliz, um senhor de 92 anos que se encontra em uma cadeira de rodas, em decorrência de uma fratura no fêmur. Além disso, também tem alzheimer, diabetes e pressão alta.

O Encontro

A presença da palhaça em uma visita do PAD é sempre uma surpresa. Nunca comunicamos antes para que não se crie nenhuma expectativa anterior e para que o acolhimento a essa situação tão inusitada possa acontecer ali, no momento presente, com as emoções que brotam. Nessa casa, essa surpresa causou um alvoroço um tanto barulhento que incomodou profundamente o paciente. É que a filha, Maraíza, e a cuidadora contratada, Régila, ficaram bem agitadas, correram para chamar a outra filha e o neto de S. Fideliz. Ele protestou, pediu respeito dizendo: "eu já sou uma pessoa de idade avançada, parem com esse tumulto." E continuou: "vocês vieram aqui para qu…

Uma rosa para Candinha - Terceira Visita

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Quando a enfermeira Terezinha disse que Candinha e a família estavam pedindo outro encontro, fiquei super feliz. É que, sempre que vou lá, sou tão bem acolhida que a possibilidade de retornar me enche o coração de alegria. Quando chegamos fomos recebidas por Liana, filha de D. Candinha. Ela disse que já suspeitava que Solenta fosse aparecer quando Rose, a secretária do PAD, ligou para marcar a visita. Afinal, o PAD havia estado lá há pouco tempo e não havia nenhum motivo de urgência para outra visita. Pois é, suas suspeitas se concretizaram e lá estava eu, Solenta em carne e osso. Depois que Terezinha comprimentou Candinha, eu entrei no quarto. Ao me ver ela fez uma expressão de surpresa boa. E fiquei encantada com a aparição. Sua roupa, lençol, fronha formavam uma composição de cores suaves que transmitiam serenidade. E isso tem sido realmente necessário pois Candinha tem andado muito assustada. Medo de chuvas fortes, raios, barulhos altos. Várias vezes durante o encontro percebi q…