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S. Antonio - Primeira Visita

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Visita realizada no dia 16/06. Mais uma vez, começo a escrever o relato após mais de um mês da visita, o que é verdadeiramente uma pena pois esse foi um encontro delicioso, cheio de surpresas, e que deixou uma enorme sensação de quero mais. Seu Antonio tem 76 anos e mora com a esposa Linez, a filha Elaine (se não me engano), o genro Assad e a neta Samira. O ENCONTRO Ainda estávamos descendo do carro quando D. Linez apareceu para abrir o portão. Um sorriso tão lindo que Solenta nem esperou Terezinha para apresentá-la e já foi logo entrando, abraçando e beijando. Ao passar pela copa e avistar os azulejos, Solenta se sentiu transportada para um passado/presente de aconchego. Azulejos azuis esverdeados ou verde azulados, iguais aos de sua casa de infância, iguais aos da casa em que seus pais moram ainda hoje. D. Linez disse que S. Antonio estava dormindo, mas quando entraram na sala onde ele estava deitado no sofá, estava acordado, com o radinho de pilha ligado ao seu lado. Terezinha entr...

D. Rosalina - Primeira Visita

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Visita feita no dia 09/06/10 D. Rosalina tem 92 anos e o lado direito paralisado em decorrência de um AVC. Mora com o filho Arlindo, que é um dos cuidadores. O ENCONTRO Quem nos recebeu à porta foi a filha Esalina, uma simpatia! Ela cuida da mãe durante o dia, depois que a cuidadora contratada, Vivian, vai embora. Terezinha entrou primeiro e anunciou a surpresa. D. Rosalina recebeu Solenta com uma expressão de espanto gostoso, mas o encontro não foi dos mais entusiasmados. Ela estava com dor e bem sonolenta e Solenta bem lenta. Mesmo assim, remaram juntas rumo a um encontro possível. Solenta, como sempre, quis saber um pouco da história da paciente e foi uma surpresa muito boa saber que Benedito, seu falecido marido, era um sanfoneiro de primeira e que ela adorava dançar quando ele tocava. Qual ritmo? Engana-se quem vai responder somente forró pois, além dele, ela também adorava valsar. Eles se conheceram em um baile e a dança era uma arte que praticavam bastante. D. Rosalina disse ...

PAD 10 anos

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Quase que eu perco essa maravilhosa festa de comemoração de 10 anos de existência do PAD-HU. Por sorte, um trabalho que eu teria foi desmarcado e, assim, eu pude comparecer a essa maravilhosa celebração. Acho que não preciso nem dizer que meus olhinhos ficaram o tempo todo marejados em lágrimas suspensas. O Dr. Lotufo, superintendente do HU, ao terminar seu discurso, que entre outras coisas ressaltou a importância do PAD dentro do hospital, contou sobre um telefonema que recebeu do familiar de um paciente atendido pelo programa. A pessoa estava impressionada com a qualidade do tratamento recebido, tanto durante o período em que o paciente recebeu os cuidados como, depois de seu falecimento, com o apoio prestado aos familiares. Depois foi a vez do Dr. Cláudio, que fez uma pequena apresentação do programa, resumo com números e estatísticas. O mais tocante de sua fala foi dizer que o programa só pode acontecer porque as pessoas que nele trabalham são muito competentes, comprometidas e d...

TRAN QUANG HAI plays the Vietnamese Baby Dan Moi

Um dia Solenta vai tocar assim... YouTube - TRAN QUANG HAI plays the Vietnamese Baby Dan Moi

D. Patrocínia

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D. Patrocínia tem 86 anos, sofre de Alzheimer e mora com a filha Cida em um apartamento. Ela tem, também, um problema no esôfago e a cada dois, três meses, tem de ir até o hospital para fazer um procedimento de dilatação do orgão. O ENCONTRO (ou des encontro) Terezinha e Solenta foram recebidas por Cida, filha e cuidadora de D. Patrocínia. Na verdade, essa visita foi mais para ela mesma do que para a mãe, e terei pouco o que falar sobre a visita. Cida há algum tempo atrás havia enviado, através da enfermeira Bete, uma foto dela mesma vestida de palhaça para que Solenta, através da foto, desse um nome para sua palhaça. Missão um pouco difícil essa de, através de uma imagem congelada, nomear um palhaço que não se conhece. Geralmente damos o nome a um palhaço depois que o vemos em gestos, tom de voz, personalidade, jeito de ser... O pouco que Bete sabia de Cida, me contou, que ela se vestia de palhaço para realizar alguns trabalhos voluntários em creches e outros lugares e que gostava mui...

D. Creuza - Primeira Visita

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Mais uma visita acompanhada pela enfermeira Terezinha. D. Creuza tem 79 anos e uma doença rara, que se manifesta na pele, chamada esclerodermia. O ENCONTRO Quem nos recebeu à porta foi a cuidadora Rosane. Além dela, estava na casa Bia, neta de D. Creuza, que também ajuda nos cuidados com a vó. A nora Andréa, mãe de Bia, chegou de uma consulta logo depois, ainda no começo do encontro. D. Creuza é uma simpatia e de cara foi empatia, ia, ia, ia... E como ela é bastante lúcida e consciente, foi possível saber, através dela mesma, algumas coisas de sua história. Ela veio do Ceará há mais de 60 anos e, antes de ter seu primeiro e único filho, ela trabalhava em um laboratório farmacêutico. O encontro foi uma delícia, brincamos, cantamos e conversamos muito. D. Creuza demonstra encantamento e gratidão por tudo. Bia, a neta, tem apenas 11 anos, mas aparenta pelo menos 14. Solenta ficou impressionada com sua responsabilidade e com sua maturidade, mas também ficou muito feliz quando, em alguns mo...

Tempos sem registro

Todos os últimos relatos foram escritos muito tempo depois das visitas. Ficaram pobres, sem cor... deixaram muito a desejar e um enorme peso no coração. Foram visitas tão boas e plenas de sutilezas que ficarão sem registro. Tentarei a partir dessa semana não deixar mais que acumulem, sei que essa promessa nem sempre poderei cumprir, mesmo assim me arrisco a prometer. Tentarei aplacar minha culpa me dedicando mais aos retornos.